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quarta-feira, 7 de novembro de 2012

Crocodilo de 3,5 metros aparece em foto apoiado só nas patas traseiras

Animal tentava alcançar alimento oferecido por moradores de vila na África.
Habitantes locais consideram animais sagrados e responsáveis por fortuna.

Um crocodilo de 3,5 metros de comprimento foi visto em Burkina Faso, no Oeste da África, apoiado apenas nas patas traseiras. As informações são do site do jornal britânico "Daily Mail".

O réptil, fotografado pelo britânico Gavin Chapman, de 34 anos, ficou nessa posição para conseguir alcançar uma galinha viva oferecida por moradores da vida de Bazoule, que costumam alimentar esses predadores gigantes. Segundo os habitantes do local, os animais são sagrados e responsáveis por trazer fortuna.

Crocodilo se equilibrou apenas nas patas traseiras para alcançar galinha viva
(Foto: Daily Mail/Reprodução)

A relação entre as pessoas e os crocodilos-do-nilo (Crocodylus niloticus) é estreita o suficiente para que os humanos andem no meio de dezenas de bichos e até segurem suas caudas. Na hora da refeição, os moradores costumam segurar a comida com varas.

Segundo o fotógrafo, que se sentiu em um filme de "Indiana Jones", quando os crocodilos morrem, eles são enterrados em um cemitério da aldeia, como se fosse um ser humano.

Esses répteis são encontrados em toda a África Subsaariana, chegam a pesar mais de 220 kg e vivem até os 45 anos de idade. Entre os hábitos alimentares, estão desde peixes até hipopótamos jovens – e, agora, galinhas.

Fonte: G1

Formigas são preparadas com alho, bacon e calabresa no interior de São Paulo

O padre gosta de comer as formigas em uma paçoca, socadas no pilão. A dona da sorveteria as mistura com alho, calabresa e bacon. O prefeito prefere as formigas fritas com bastante sal. Mas o fato é que todo mundo em Lagoinha -cidade a 200 km de São Paulo- come (ou caça) içá.

José Maria Santos mostra algumas das formigas que pegou - Leticia Moreira/Folhapress

A reportagem do "Comida" acompanhou a primeira caça do ano. A temporada da rainha das saúvas acontece depois da segunda chuva de primavera. E vai apenas de 15 de outubro a 15 de novembro.

A içá só sai do formigueiro sob algumas condições. Primeiro, há de ter chovido forte um dia antes. Depois, tem de ter mormaço, ficar abafado, sem refrescar. E, mesmo assim, com as condições ideais, pode ser que elas, simplesmente, não saiam.

Além de fazer parte da tradição -um costume dos índios, que passou aos caipiras pelos tropeiros- a caça às içás é uma fonte de renda.

Em Lagoinha, estima-se que haja 50 catadores informais. O litro, com cerca de 500 unidades, custa R$ 10 na temporada- são vendidas em garrafas pet.

À ESPERA DE UM MILAGRE

"Perderam a viagem, né? Esfriou...". Foi assim que Zé Galvão recebeu a reportagem, na porta de sua casa, às 10h de quinta-feira, 25 de outubro. "Se continuar nublado, elas não vão sair do formigueiro de jeito nenhum."

A cidade inteira estava à espera. O violeiro Amarildo Pereira orientou a ronda pelos formigueiros e providenciou botas de borracha de cano alto para andar nos campos abertos e arados.

Nos primeiros formigueiros não havia nenhuma movimentação. Mas os "olheiros", orifícios por onde as içás saem, estavam "limpos", sem folhas, um bom sinal.

Içás que saíram do formigueiro no primeiro dia da caça em Lagoinha, a 200 km de São Paulo 
Leticia Moreira/Folhapress

No quarto formigueiro, no Morro do Aracaçu, Amarildo quase desmaia de felicidade. "Gente do céu, olha só essa 'ferveção'! Vai sair içá desse formigueiro hoje!". Ele checa a hora no celular. Era meio-dia. "Essa içá é a da tarde".

Para garantir, chama o primo Zé Maria dos Santos, o maior farejador de içás de Lagoinha. Zé Maria entra no formigueiro, observa o movimento com atenção por dez minutos e decreta: "Vai dar içá às 15h30".

Ele sai e volta exatamente no horário previsto. Estaciona a bicicleta e entra num modo de concentração absoluta.

Segurando nas asinhas das formigas, coloca uma a uma dentro de um saco plástico. Não pode parar, senão leva mordida. Içá não tem ferrão, mas a mordida é forte a ponto de deixar as mãos sangrando. O descanso vem só depois de recolher umas 2.500 içás.

FAREJADOR DE FORMIGAS REZA PARA PEGAR IÇÁS

"Pode cantar música de Nossa Senhora catando formiga?", pergunta Zé Maria, o maior farejador de içás da cidade de Lagoinha.

À medida em que avança na cantoria "Nossa Senhora, para chegar a essa terra, cruzou vales e campinas, mares, montanhas e serras (...)", cresce a colônia de içás que ele tira do formigueiro e coloca dentro de um saco plástico.

Para chegar às içás não é preciso cruzar vales, campinas, mares e serras, mas é preciso atravessar 365 dias e rezar para estar no formigueiro certo, na hora certa. Dizem que o pedreiro José Maria dos Santos fareja como ninguém os formigueiros que vão "ferver".

Zé Maria conversa com as içás enquanto as pinça, uma a uma, com as próprias mãos. "Não morde, formiga", repreende-as.

As formigas incrementam sua renda familiar. Seu recorde em um só formigueiro foi encher nove litros -vendidos a R$ 10 cada um.

A tarefa compensa. Tanto, que no dia de saída das içás ele não foi ao trabalho. "Nesta época, meu chefe sabe que me dedico à captura das formigas", diz.

Fonte: FOLHA

Apoiados, pandas descansam juntos no zoo de Viena

Dois pandas foram vistos em um momento de ternura no zoológico de Viena.

Para descansar, o filhote Fu Hu e sua mãe, Yang Yang, resolveram se apoiar.

A dupla está de mudaça para a China.

Pandas descansam juntos no zoo de Viena - Efe

Fonte: FOLHA

Reserva no Paraná se torna santuário para o estudo da Mata Atlântica

Área é ponto para pesquisas sobre a conservação da flora e a fauna do bioma

Biólogo trabalha na Reserva Natural de Salto Morato - AFP

Salto Morato, uma reserva natural no litoral do Paraná, converteu-se em santuário para cientistas dedicados ao estudo da escassa Mata Atlântica, menos conhecida do que a Amazônia, mas com uma biodiversidade tão rica quanto, e igualmente ameaçada pela expansão humana.

A Mata Atlântica cobria originalmente uma área de 1,3 milhão de km², aproximadamente um quarto da Amazônia, quando os colonizadores portugueses chegaram ao Brasil no século XVI.

Hoje, devido ao desmatamento para o cultivo de alimentos e a expansão urbana, resta menos de 10% de sua superfície, em fragmentos espalhados ao longo de toda a costa.

Chega a 62% a população brasileira que vive em regiões de Mata Atlântica, em grandes cidades como Rio de Janeiro e São Paulo, entre outras. Contudo, menos de 2% é declarada área protegida. 

Salto Morato foi inaugurada em 1994 por uma fundação criada pela gigante de cosméticos, O Boticário. Possui 2.200 espécies de pássaros, mamíferos, répteis e anfíbios, cerca de 60% de todas as espécies animais sob ameaça de extinção no Brasil.

A reserva, aberta para o público em 1996, faz parte de um conjunto de "unidades de conservação" públicas e privadas, instaladas para preservar o que resta de Mata Atlântica.

"Para preservar é necessário conhecer", resume o administrador da reserva, Eros Amaral Ferreira.

Um grupo de cientistas que estuda a flora e fauna locais, financiados pelo Boticário, realizam suas pesquisas de campo neste paraíso de biodiversidade de 2.253 hectares.

Marcelo Silva, um biólogo da Pontifícia Universidade Católica do Paraná, estuda a polinização das bromélias, que se caracterizam por terem flores com um cálice muito profundo.

"As bromélias se reproduzem de forma sexuada ou assexuada e produzem o pólem que os beija-flores usam para polinizar outras plantas. De modo que cumprem um papel vital", explicou Silva à AFP. "Lamentavelmente muita gente vem e arranca essas flores", contou.

Na exuberante e úmida reserva, as espécies de palmeiras e bananas são onipresentes, assim como as helicônias vermelhas e amarelas e aves do paraíso.

O canto das aves também é frequente, para o deleite de Ricardo Pamplona Campos, um ornitólogo da Universidade Federal do Paraná.

Campos estuda há quase dois anos a interação entre as plantas e os pássaros que se alimentam de frutas, assim como o impacto da degradação da mata nas espécies locais de aves.

Salto Morato abriga 324 espécies de aves (entre elas cerca de 200 que são encontradas apenas no Brasil), 43 de rãs, 55 de peixes, 36 de répteis e 58 de mamíferos. Os pesquisadores da reserva descobriram duas novas espécies de peixes e uma nova espécie de rã de três dedos. As câmeras de vigilância registraram a presença de ao menos três pumas concolor, conhecido como suçuarana.

Uma das maiores dores de cabeça do administrador de Salto Morato é a expansão da retirada ilegal de palmitos selvagens dentro da reserva, que provocam a morte palmeiras, assim como a caça ilegal de animais selvagens e o roubo de plantas.

As espécies mais ameaçadas pela caça e perda de habitat são a jaguatirica, o caititu, o tatu, a suçuarana e o Pipile pipile, uma ave conhecida por papo vermelho e uma mancha branca nas asas.

Ferreira afirma que sua equipe de 10 pessoas é muito pequena para monitorar as estradas e lidar com os mais de 5.000 visitantes por ano, incluindo os que acampam. Ele acredita que há um grande potencial para impulsionar o ecoturismo, mas argumenta que mais investimento que seria necessário para melhorar as estradas de acesso e o monitoramento, bem como para a abertura de novos caminhos.

A reserva, que realiza programas educacionais em escolas locais, tem uma unidade de polícia ambiental, um centro de visitantes e outro de pesquisas, um centro de treinamento e uma estação meteorológica.

Aclamada como um modelo de gestão de reserva natural, Salto Morato foi declarada Patrimônio Mundial pela Unesco em 1999.

Fonte: IG

Papai macaco carrega filhotes no ombro em zoo

Silvio, um macaco do zoológico de Berlim, foi visto carregando dois filhotes no ombro.

Os dois nasceram há quatro semanas e são da espécie Cercopithecus doggetti. Ela faz parte de um grupo de primatas conhecidos como macacos do velho mundo.

Papai macaco carrega filhotes do ombro - Stephanie Pilick/AFP

Fonte: FOLHA

Homem escova os dentes, mas não solta do macaco na Índia

Um homem foi flagrado nas ruas de Mumbai, Índia, em atitude bastante inusitada.

Ele escovava o dente enquanto segurava seu macaco, usado para apresentações.

A cena foi registrada fora de um banheiro público próxima a uma praia banhada pelo mar da Arábia.

Atrás havia outro macaco - Danish Siddiqui/Reuters

Fonte: FOLHA

Cãozinho morto no Afeganistão é reconhecido como herói

Theo e seu dono Liam morreram juntos durante operação de guerra neste ano

Dupla de heróis: Theo e seu dono morreram em serviço, no Afeganistão

Isso é o que podemos chamar de uma dupla que foi inseparável até o fim. O cãozinho Theo e seu dono, o militar Liam, trabalhavam juntos 24 horas por dia no Afeganistão localizando minas. Juntos, eles chegaram ao recorde de encontrar 14 bombas dos talibãs no período de cinco meses.

Unidos, eles morreram juntos numa operação. Theo se foi algumas horas após Liam, que morreu no dia 1º de março de 2012, na província de Helmand, no Afeganistão.

Recentemente, em 25 de outubro, foi conferida a Theo a medalha PDSA Dickin, o maior reconhecimento no Reino Unido à qualquer animal empenhado na tarefa de salvar vidas humanas durante conflitos bélicos.

A mãe do militar afirmou que seu filho e os amigos eram os melhores amigos, e achou merecido o reconhecimento do animalzinho como herói de guerra.

Theo foi o 28°cão a receber esta condecoração, oferecida desde 1943 pela Associação Beneficente de Veterinários, fundada por Maria Dickin.

Fonte: R7

Fóssil inédito de dinossauro carnívoro é achado no interior de SP

Pedaço de osso tem mais de 70 milhões de anos.
É a 1ª evidência de que répteis carcarodontossaurídeos viveram no país.

Imagem mostra o fóssil encontrado por paleontólogos brasileiros no interior de São Paulo
(Foto: Reprodução/Cretaceous Research)

Pesquisadores brasileiros encontraram no interior de São Paulo um fóssil de mais de 70 milhões de anos que pertence a um dinossauro carnívoro da família dos carcarodontossaurídeos. A peça é considerada a primeira evidência de que répteis deste grupo viveram também no Brasil.

O fóssil, um pedaço de osso que compõe o crânio, foi achado por pesquisadores das universidades Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e Federal de Uberlândia (UFU) em 2009, mas a conclusão da análise foi divulgada recentemente no site da revista científica “Cretaceous Research” e que será publicado na edição impressa até o fim desse ano.

O fragmento foi encontrado na região da cidade de Alfredo Marcondes, localidade que fica próxima a Presidente Prudente e a 586 km de São Paulo.

A região está inserida na Bacia Bauru, uma área do território brasileiro com 370 mil km² que abrange parcialmente cinco estados (São Paulo, Paraná, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais e Goiás) e está repleta de sedimentos como fósseis de dinossauros, de mamíferos e outros répteis pré-históricos.

Simulação mostra onde pedaço de fóssil (em branco) se encaixaria no crânio de exemplar de dinossauro da família dos Carcarodontossauros (Foto: Reprodução/Cretaceous Research)

"TIRANOSSAURO LATINO"

Segundo Lílian Paglarelli Bergqvist, do Laboratório de Macrofósseis da UFRJ e uma das coordenadoras da pesquisa, o fóssil de dinossauro foi encontrado quase que por acidente, já que a investigação científica buscava inicialmente resquícios de mamíferos do período Cretáceo.

De acordo com Lílian, o pedaço de osso do crânio é a primeira evidência que comprova a existência desta família de dinossauros no Brasil. Anteriormente, apenas dentes foram encontrados em outra região do país, mas não forneciam informações suficientes para comprovar que esses répteis viveram por aqui.

Mesmo com a descoberta, ainda não é possível determinar qual é a espécie do dinossauro. “Não sabemos a quem atribuir esse fóssil, pode ser até que seja uma nova espécie da família dos carcarodontossaurídeos que era restrita ao Brasil (...). Mas precisamos de mais dados e fósseis que forneçam evidências mais concretas”, disse.

Os paleontólogos trabalham com a hipótese de que esse animal media entre 12 e 13 metros de altura, é carnívoro, e pode ser comparado ao porte do tiranossauro (Tyrannosaurus rex), dinossauro que está entre os maiores predadores que já pisaram no mundo.


Além do fóssil de carcarodontossaurídeo, também foram encontrados resquícios de dinossauros saurópodes (herbívoros), cujos resultados da investigação científica deverão ser publicados em breve. O trabalho paleontológico foi coordenado também pelo pesquisador Carlos Roberto Candeiro e pelo geólogo Felipe Simbras.

Fonte: G1

Feira de aquarismo em Taiwan reúne peixes e animais marinhos exóticos

Animais foram exibidos em entrevista que precede evento de aquarismo.
Exposição internacional começa no dia 9 e vai até 12 de novembro.

Peixe exótico é exibido durante entrevista sobre a Exposição Internacional de Aquarismo em Taiwan, na Ásia, nesta segunda-feira (5). O animal tem mais de 60 anos de vida, segundo agências internacionais. O evento vai ocorrer entre os dias 9 e 12 de novembro (Foto: Pichi Chuang/Reuters)

Cavalo-marinho que vai integrar a Exposição Internacional de Aquarismo em Taiwan, na Ásia, é avistado nesta segunda-feira (5). Estes animais são vendidos a cerca de US$ 100, segundo o dono do aquário informou às agências internacionais (Foto: Pichi Chuang/Reuters)

Pequenos camarões são exibidos durante entrevista que precede a abertura da Exposição Internacional de Aquarismo em Taiwan, na Ásia (Foto: Pichi Chuang/Reuters)

Fonte: G1

Habitat quente faz animais aquáticos terem tamanho menor, diz estudo

Cientistas compararam 169 animais de espécies diferentes para pesquisa.
Estudo diz que redução ocorre porque há menos oxigênio no mar que no ar.

Temperaturas mais altas fazem com que animais aquáticos cresçam até um tamanho menor do que o normal quando atingem a fase adulta, segundo estudo conjunto das universidades de Londres e de Liverpool, no Reino Unido, divulgado nesta segunda-feira (5).

Os cientistas compararam o tamanho de 169 animais terrestres, marinhos e de água doce de várias espécies na fase adulta, submetidos a temperaturas diferentes. Os seres aquáticos "encolheram" numa proporção dez vezes maior do que os terrestres de tamanho similar em ambientes muito aquecidos, aponta um dos autores da pesquisa, o cientista Andrew Hirst, da Universidade de Londres. O efeito ocorre principalmente em animais com tamanho próximo ao de insetos e pequenos peixes.

O crustáceo 'Calanus propinquus', um dos animais pesquisados pela equipe do cientista Andrew Hirst, da Universidade de Londres (Foto: Divulgação/Alfred Wegener Institute for Polar and Marine Research)

"Enquanto animais aquáticos têm seu tamanho reduzido em 5% para cada grau Celsius de aquecimento, espécies de mesmo tamanho que vivem na terra encolhem, em média, 0,5%", disse Hirst no estudo. A pesquisa foi publicada nesta segunda-feira (5) no periódico "Proceedings of the National Academy of Sciences" ("PNAS", na sigla em inglês).

O estudo afirma que a causa mais provável para essa diferença de tamanho entre espécies submetidas a habitats quentes ocorre porque na água a disponibilidade de oxigênio é bem menor do que na atmosfera.

Segundo os cientistas, quando a temperatura sobe no ambiente, a necessidade de oxigênio pelos organismos cresce - e é muito mais difícil para animais aquáticos obtê-lo do que para terrestres, diz a pesquisa.

Fonte: G1

Pássaro cria 'ferramentas' para pegar comida, dizem cientistas

Cacatua usou galhos de madeira para alcançar semente.
Comportamento foi descrito em pesquisa no periódico 'Current Biology'.

Cientistas identificaram uma cacatua (pássaro "primo" dos papagaios) que usa gravetos de madeira como "ferramentas" para alcançar comida. Trata-se do primeiro animal próximo aos papagaios - ambos pertencem à ordem dos psitacídeos - capaz de usar instrumentos, informaram os pesquisadores ao jornal britânico "Daily Mail".

Chamado de Figaro, o pássaro pode não ser o único com esta habilidade, informa o cientista Alex Kacelnik, da Universidade Oxford, em entrevista ao "Daily Mail". "Pode haver outras espécies de psitacídeos que são tão inteligentes, mas ainda não foram submetidas a testes", disse.

O comportamento de Figaro foi descrito em um estudo publicado no periódico "Current Biology".

Cacatua usa graveto para pegar comida, dizem cientistas (Foto: Universidade de Viena/Divulgação)

TALENTO

O "talento" do pássaro foi descoberto quando ele estava sendo observado na Universidade de Viena, na Áustria. "Durante a observação diária para uma pesquisa, Figaro brincava com uma pequena pedra. Ele a deixou cair em um local longe de sua gaiola, e quando não conseguiu alcançá-la com as garras e o bico, usou um graveto para 'pescar' seu brinquedo", disse a cientista Alice Auersperg, da Universidade de Viena, para o jornal britânico.

Para descobrir se Figaro usaria um galho para buscar mais comida, os cientistas deixaram um semente onde a pedra havia caído originalmente e filmaram o animal. "Para nossa surpresa, ele não usou o mesmo graveto, mas começou a morder um pedaço de madeira maior de sua gaiola. Ele arrancou um pedaço maior e o deixou com formato melhor para para pegar a comida", afirmou Alice.

Segundo os cientistas, o pássaro quebrou galhos de madeira, arrancou pedaços e fez gravetos de tamanho apropriado para conseguir pegar alimentos várias vezes. "Sabíamos que estes animais eram inteligentes, mas fomos surpreendidos pela sua capacidade de produzir uma ferramenta", disse Kacelnik.

Figaro arranca galho para usá-lo como instrumento para pegar comida
(Foto: Universidade de Viena/Divulgação)

Imagens mostram cacatua Figaro em ação, pegando comida (Foto: Universidade de Viena/Divulgação)

Fonte: G1

México faz mutirão para esterilizar 1.500 cães e gatos em cinco dias

País tem 23 milhões desses animais, um grave problema de saúde pública.
Procedimentos são feitos em Amealco de Bonfil, Cancún e Isla Mujeres.

Veterinários no México estão promovendo um mutirão para esterilizar 1.500 cães e gatos em cinco dias.

Cães são esterilizados por veterinárias em Amealco de Bonfil, no México
(Foto: Victor Ruiz Garcia/Reuters)

Segundo estimativas, o país tem uma população de 23 milhões desses animais domésticos e de rua, o que é considerado um grande problema de saúde pública, já que eles podem transmitir raiva e outras doenças contagiosas.

Gatos também foram castrados na segunda-feira (5) em Amealco de Bonfil
(Foto: Victor Ruiz Garcia/Reuters)

Na foto abaixo, tirada na segunda-feira (5), três cães são sedados para castração na cidade de Amealco de Bonfil, região central do país. O procedimento também foi feito em Cancún e Isla Mujeres, na Pensínsula de Yucatán, no Caribe mexicano.

Três cães são vistos sedados após serem esterilizados em mutirão (Foto: Victor Ruiz Garcia/Reuters)

Depois da cirurgia, os bichinhos foram registrados por ONGs de proteção aos animais.

Após castração, cães são registrados por ONGs de proteção aos animais
(Foto: Victor Ruiz Garcia/Reuters)

Fonte: G1

terça-feira, 6 de novembro de 2012

Ribeirinhos pretendem 'soltar' 3,4 milhões de tartarugas no Rio Guaporé

Os quelônios chegam a depositar 120 ovos a cada desova, em Rondônia.
No início deste ano, foram soltos 2,8 milhões de filhotes na praia do rio.

Quelônios se preparam para reprodução nas praias do Rio Guaporé (Foto: José Soares Neto/Divulgação)

Entre setembro e outubro, milhares de tartarugas deixam a proteção dsa águas do Rio Guaporé, em Costa Marques, RO, e em bando fazem o reconhecimento do local para desova nas praias. Para evitar um possível sumiço da espécie, os participantes do Projeto Quelônios do Guaporé fiscalizam a ‘praia’ para localizar onde os ovos foram depositados e protegê-los.

Quando o sol esquenta pela manhã, as fêmeas saem do rio e ficam na margem por um longo tempo até se sentirem seguras de ir para areia em busca de um local para desovar. A cerimônia da desova tem a duração entre quatro e seis horas. As fêmeas cavam buracos de mais de um metro de profundidade para esconder o ninho, onde deposita de 60 a 120 ovos cada vez. Após isso, ela cobre tudo com areia e volta para o rio.

O ritual de desova atrai animais carnívoros, como a onça pintada que consegue comer uma tartaruga adulta. Por estes répteis terem um casco muito resistente, nem mesmo o jacaré-açu consegue romper a proteção das tartarugas. Por deixarem rastros na areia na volta para o rio, o caminho das tartarugas denuncia onde está localizado exatamente cada ninho, chamando atenção de predadores.

O que preocupa os envolvidos no projeto de proteção dos quelônios é o próprio homem, que costuma pegar os ovos e vender na cidade. Os caçadores conseguem arrecadar até R$ 120 na venda de uma tartaruga fêmea adulta, que tem mais de um metro de diâmetro.

“Aqui na praia que a gente [do Projeto Quelônios do Guaporé] cuida, o número de pessoas que vem capturar é reduzido, no entanto nas demais praias, não há mais desova”, conta o coordenador do projeto, Zeca Lula.

Os ribeirinhos que participam do projeto percorrem as praias para localizar e identificar os ninhos onde foram depositados os ovos dos quelônios. “A gente marca o local com a data de hoje e daqui a 60 dias, que é o período quando os filhotes nascem, nós os recolhemos”, explica o ribeirinho Manoel Prado.

Mais de três milhões de tartarugas devem nascer até o final deste ano(Foto: José Soares Neto/Divulgação)

TARTARUGUINHAS

Os filhotes passam os primeiros dias de vida protegidas nos berçários da Associação Ecológica do Vale do Guaporé. Durante esse período, os recém-nascidos recebem abrigo e alimentação. Um mês após, os filhotes estão com quase o dobro do tamanho e prontos para serem soltos nas praias da região.

"No primeiro ano, sem muita precisão, foram em torno de 400 tartarugas que sairam para desovar. No ano passado, nós ultrapassamos 14 mil desovas. E este ano, a nossa expectativa, é ultrapassar 18 mil", ressalta Zeca Lula.

No início deste ano, foram soltos nas praias 2,8 milhões de filhotes. A meta para os coordenadores do projeto é soltar 3,4 milhões de filhotes de tartarugas.

Na natureza, de cada mil filhotes, apenas um sobrevive aos ataques dos predadores. Com a ajuda e proteção dos colaboradores do projeto, as chances aumentam em 15 vezes.

Fonte: G1

Animais que receberam tratamento serão devolvidos ao mar no RS

Três tartarugas, 11 pinguins e quatro lobos marinhos serão soltos.
Animais serão levados até a localidade de Querência, no Cassino.

Pinguins serão devolvidos ao mar nesta segunda-feira (Foto: Julieta Amaral/RBS TV)

Uma equipe de pesquisadores da Universidade Federal do Rio Grande (Furg) devolverá ao mar segunda-feira (5) animais que foram tratados no Centro de Recuperação de Animais Marinhos em Rio Grande, no Sul do Rio Grande do Sul. Três tartarugas, 11 pinguins e quatro lobos marinhos serão soltos às 8h.

Segundo o veterinário Rodolfo Silva, as tartarugas e lobos marinhos sofrem com a ingestão lixo que é deixado no mar. Eles confundem com alimento natural e ficam doentes. "Muitas vezes morrem porque pedaços de plástico ficam alojados no estômago ou no aparelho respiratório", explica Silva.

Entre o grupo de animais, dois tiveram partes do corpo mutiladas: um pinguim e uma tartaruga tiveram uma nadadeira decepada. Segundo o diretor do Museu Oceanográfico, Lauro Barcellos, a causa mais provável é que o incidente tenha ocorrido com redes de pesca.

Reabilitados, os animais marinhos serão levados até a localidade da Querência, na praia do Cassino, e devolvidos ao mar. Equipes da Furg, do Ibama, da Patrulha Ambiental da Brigada Militar e da Marinha, além de voluntários, vão participar da liberação dos animais.

Fonte: G1

Busca por urutaus se transforma em diversão de moradores de Jataí, GO

Pássaros, conhecidos por aves fantasmas, são mestre na camuflagem.
Aves permanece o dia todo na mesma posição, com a cabeça para o alto.

A busca por urutaus nas árvores é a diversão dos moradores de Jataí, em Goiás. O pássaro, conhecido também por ave fantasma, é um mestre na camuflagem.

Há pelos menos duas semanas, o urutau, pássaro que é típico do cerrado resolveu se hospedar na chácara da aposentada Maria Severina. O caseiro fazia o trabalho de rotina quando encontrou a ave na propriedade, que fica no município de Jataí, no sudoeste de Goiás. A ave, de hábitos noturnos, geralmente pousa em troncos de árvores e na maioria das vezes é confundido com um galho seco.

O pé de flamboyant no pátio da empresa de eletrificação rural também em Jataí se tornou um cenário perfeito para abrigar uma família urutau. Segundo os funcionários da empresa, há pelo menos duas semanas o pássaro está na mesma posição.

Mas o que chamou a atenção das pessoas foi o filhote do urutau que nasceu há poucos dias. Ainda com a plumagem branca, o pequeno filhotinho também fica na mesma posição da mamãe urutau. Mesmo com a movimentação de tantos curiosos os dois pássaros permanecem o dia todo na mesma posição, com a cabeça para o alto.



Fonte: G1

Cientistas dos EUA tentam salvar população de ave ameaçada

Restam cerca de 100 mil exemplares de tordo-de-Bicknell no mundo.
Ação tentará recuperar população na República Dominicana.

Cientistas dos Estados Unidos e da República Dominicana uniram forças para proteger a população de tordos-de-Bicknell (Catharus bicknelli), espécie considerada vulnerável na natureza e que vive na América do Norte e Central.

Com uma população estimada em 100 mil aves, pesquisadores documentaram um declínio anual entre 7% e 19% em algumas regiões ao longo dos últimos 20 anos. A ave, que é encontrada principalmente no Caribe, tem sido afetada pela expansão da produção de carvão vegetal, agricultura de subsistência, extração de madeira e abertura de campos para pecuária.

Agora, uma iniciativa de organizações não governamentais e centros de pesquisa vai desenvolver planos de conservação em conjunto com comunidades locais para que moradores utilizem áreas de forma sustentável.

Esta ave tem um sistema de acasalamento incomum. Enquanto a maioria dos pássaros são monogâmicos e territoriais, as fêmea de Tordo-de-Bicknell se relacionam com vários machos, com filhotes que podem ser alimentados por até quatro espécimes diferentes de machos.

Foto de 2006 mostra exemplar de tordo-de-Bicknell (Foto: Mary Esch/AP)

Fonte: G1

Bebê coala abandonado é resgatado e recebe tratamento na Austrália

Filhote foi achado sem a mãe, que pode ter sido vítima de atropelamento.
Marsupial foi batizado com o nome Raymond.

Um filhote de coala (Phascolarctos cinereus) encontrado abandonado há um mês na beira de uma estrada em Brisbane, na Austrália, passa por tratamento para ganhar peso e sobreviver sem a ajuda da mãe – que pode ter abandonado o filhote após ter sido atropelada ou por estar doente.

De acordo com a publicação britânica “The Telegraph”, o pequeno marsupial batizado de Raymond passa seus dias sobre uma mesa de escritório de um centro de recuperação australiano e é observado quase que em tempo integral pela tratadora Julie Zyzniewski.

De tão pequeno que é, o coala cabe dentro de uma xícara de café. Ali mesmo é amamentado com uma mamadeira especial.

O filhote de coala batizado de Raymond, atualmente com cerca de três meses de idade, é amamentado com a ajuda de uma tratadora (Foto: Reprodução/Telegraph)

O governo da Austrália planeja incluir os coalas na lista de espécies ameaçadas ou vulneráveis em certas regiões do país. A decisão permite proteger essas áreas contra as indústrias madeireira e de mineração, de forma a permitir a recuperação da população de animais desta espécie.

Mesmo assim, ambientalistas temem que isso não seja suficiente e pedem mais proteção. Estima-se que menos de 80 mil coalas vivam na natureza. Os motivos para o declínio de espécimes vão da mudança climática à expansão imobiliária e doenças.

Fonte: G1

Mais de 40 novas espécies de peixes são encontradas no Rio Madeira

A descoberta foi feita durante trabalho de monitoramento.
Rio Madeira tem quase mil espécies, algumas ainda desconhecidas.

Arraia encontrada no Rio Madeira. Nome cientifico Potamotrygon motoro, com tamanho de 60 cm
(Foto: Bruno Barros/Unir/Divulgação)

Uma pesquisa feito na Bacia do Rio Madeira, em Porto Velho, encontrou peixes que não passam dos 30 centímetros de comprimento e que possuem estruturas ósseas, morfologia dentária, padrão de cores, olhos e número de escamas nunca antes descritos pela ciência. As 40 novas espécies ainda serão catalogadas e reconhecidas científicamente.

Seja em dois metros de profundidade, seja em 60 metros, o Rio Madeira não para de surpreender. A maior parte dos novos animais encontrados são de pequeno porte, que dificilmente atingem mais de 15 centímetros e são encontrados em profundidades de dois a 60 metros.

Peixe raro encontrado somente em lençóis freáticos. A espécie não tem olhos (Foto: Unir/Divulgação)

Entre as novas espécies encontradas, o maior animal registrado mede 30 centímetros e recebeu o nome de Ageneiosus spn. Vittatus, tem a cabeça alongada e com um filamento que se parece com uma antena, é da cor branca com listras marrons. Como ainda estão sendo estudadas, não se sabe muito sobre os hábitos e comportamentos destas novas espécies.

"Descobrir exemplares novos também pode ser um indicativo de que determinada espécie está se extinguindo antes que possamos conhecê-la e isso pode ser um reflexo da interferência humana no ecossistema", reflete o biólogo e coordenador do inventário taxonômico da pesquisa, João Alves de Lima Filho.

Uma das novas espécies encontradas. Nome cientifico Ageneiosus sp n vittatus
(Foto: Bruno Barros/Unir/Divulgação)

A PESQUISA

Foram monitorados 1,7 mil quilômetros do Rio Madeira, entre os estados de Rondônia, Mato Grosso e Amazonas. Foram catalogadas 907 espécies, o que garante ao Rio Madeira o primeiro lugar como o rio mais em diversidade de peixes do mundo.

Uma coleção de ictiofauna [estudo dos peixes] está sendo montada por biólogos e pesquisadores da Universidade Federal de Rondônia (Unir) a partir do resultado do monitoramento, que foi desenvolvido durante quatro anos para conhecer as consequências da construção da Usina Hidrelétrica Santo Antônio. Os estudos fazem parte das condicionantes impostas pelo Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama) para a liberação da Licença de Operação à concessionária Santo Antônio Energia.

Esta já é a coleção que possui o segundo maior banco de registros genéticos do Brasil, com 16 mil amostras e também o terceiro maior em número de espécies.

Loricarideo em reprodução, com os ovos no ventre. Uma das espécies que fazem parte da coleção de ictiofauna da Unir (Foto: Diogo Hungria/Unir/Divulgação)

Segundo o biólogo coordenador da coleção, João Alves, todas os indivíduos que não foram identificados estão em processo de estudo.

O estudo é feito manualmente, a medição e análise das caracteríscas e do ambiente. Além disso, é feita a aferição do código genético dos animais encontrados.

"No final, para divulgação da nova espécie e suas especificidades é redigido um artigo científico que é publicado para que a comunidade científica tome conhecimento da descoberta", conta João Alves.

Espécie rara na Bacia Amazônica, encontrada apenas em regiões profundas do rio. Nome cientifico Planiloricaria cryptodon com tamanho aproximado de 25.3 cm (Foto: Unir/Divulgação)

Em novembro, a Unir espera que pelo menos uma das novas espécies seja reconhecida. "Um dos nossos pesquisadores está finalizando o artigo sobre um dos novos animais descobertos. Essa seria uma nova espécie de lambari”, antecipa João.

O estudo para a publicação de um artigo como este demora em média um ano e meio. “O primeiro passo é descrever essas espécies, e posteriormente iniciar os estudos de sua biologia e ecologia”, conta João Alves.

MONITORAMENTO E CAPTURA

Os pesquisadores vão à campo no Rio Madeira e seus afluentes com uma metodologia padronizada de captura dos animais.

Captura dos animais para estudo e monitoramento da ictiofauna na Bacia do Madeira. Aplicação da metodologia de rede de cerco. (Foto: Maria Fonseca/Unir/Divulgação)

Todo os espécies coletados em campo passam por um processo de análise e armazenamento específico para que possa fazer parte da coleção de estudos e para poder durar até 150 anos em bom estado de conservação.

Fonte: G1

Fotógrafo brasileiro mergulha sem proteção ao lado de tubarões-brancos

Daniel Botelho passou 25 horas com tubarões-brancos em ilha do Pacífico.
Desde 2006, fotógrafo mergulha ao lado de espécies predadoras.

O fotógrafo Daniel Botelho tem chamado atenção no Brasil e no exterior com a divulgação de seu último trabalho subaquático. As fotos do brasileiro mostram o resultado de mergulhos sem gaiola de proteção ao lado de nada menos que seis tubarões-brancos. A aventura ocorreu há duas semanas na Ilha de Guadalupe, localidade do México que é banhada pelas águas do Oceano Pacífico.

Não foi a primeira vez que Daniel ficou cara a cara com uma das espécies mais temidas da natureza. Ele já esteve ao lado de 40 tubarões, em um mergulho na África do Sul. Foi nesse país, na cidade de Gansbaai, que em 2006 ele teve seu primeiro contato com tubarões sem o uso da gaiola de proteção.

Mergulho sem proteção ao lado de um tubarão-branco no Oceano Pacífico (Foto: Daniel Botelho)

Dali pra frente, sem levar nenhum arranhão, ele conseguiu provar com suas fotografias que a ferocidade do tubarão-branco foi estigmatizada pelo clássico filme de Steven Spielberg ("Tubarão", de 1975), e que seguindo uma série de procedimentos o mergulho ao lado dos tubarões pode ser seguro.

"O mais importante é conhecer o comportamento do animal, observar como está o humor dos tubarões", afirma Botelho, em entrevista ao G1. Além desta premissa básica, o fotógrafo alerta para outros procedimentos, como jogar pouca isca antes do mergulho para não agitar o animal e atiçar sua agressividade por comida.

A experiência também trouxe outros conhecimentos importantes, como a preferência dos tubarões por certos tipos de peixes usados como isca. "Ao jogar sardinha e pescada, os animais se mantêm calmos. Ao alimentá-los com atum, os tubarões ficam mais agitados."

Daniel ao lado de tubarão-branco (Foto: Divulgação/Daniel Botelho)

O contato visual é de extrema importância durante os mergulhos com estes "animais curiosos", como Botelho classifica as quatro temidas espécies de tubarões: tigre, branco, cabeça chata e galha-branca-oceânico. A dica do mergulhador é nunca dar as costas para o animal. "O que eu vejo não é perigoso, o perigo está no que eu não vejo". É dessa maneira e com apoio de outros mergulhadores que Daniel consegue acompanhar o comportamento dos tubarões. Caso sinta algum perigo, ele pode se afastar ou então recorrer à gaiola de apoio.

A sua busca por grandes animais o colocou em algumas situações de risco. Em uma delas, ao se aproximar de um filhote de baleia franca de quase 30 toneladas, quase foi prensado contra a sua mãe, uma baleia que pesava até 80 toneladas.

O próximo encontro de Daniel Botelho com os temidos animais vai ser no Havaí, onde vai mergulhar e fotografar tubarões tigres.

Tubarão-branco no último trabalho do fotógrafo brasileiro (Foto: Divulgação/Daniel Botelho)

Tubarão-branco passa ao lado de gaiola de proteção (Foto: Divulgação/Daniel Botelho)

Mergulhador junto com um tubarão na região de Baja California (Foto: Divulgação/Daniel Botelho)

Fonte: G1

Cientistas têm acesso pela primeira vez a corpo de espécie rara de baleia

Baleia bicuda-de-bahamonde foi descrita inicialmente a partir de ossos.
Corpos de mãe e filhote foram encontrados em praia da Nova Zelândia.

Um dos exemplares de baleia-bicuda-de-bahamonde encontrados na Nova Zelândia
(Foto: Governo da Nova Zelândia)

Dois corpos de uma espécie de baleia praticamente desconhecida dos cientistas foram encontrados pela primeira vez na Nova Zelândia e analisados por pesquisadores da Universidade de Auckland.

O encalhe de mãe e filhote em uma praia do país deixou de ser apenas um acidente ambiental para se tornar uma oportunidade de coletar mais informações sobre a baleia-bicuda-de-bahamonde (Mesoplodon traversii), anteriormente conhecida apenas com a ajuda de ossadas.

Segundo relatório que será publicado nesta terça-feira (6) na revista científica “Current Biology”, é a primeira vez que especialistas descrevem completamente a espécie.

Além diss, segundo os cientistas, é a primeira vez que surgem evidências de que esta baleia não está extinta completamente da natureza e um lembrete de como o ambiente marinho é pouco conhecido. As duas baleias foram descobertas em dezembro de 2010, em Opape Beach.

A baleia-bicuda-de-bahamonde havia sido descrita anteriormente com a ajuda de três crânios coletados na Nova Zelândia e Chile. Pesquisadores da Universidade de Auckland coletaram amostras de DNA, além de partes do tecido corporal dos corpos encontrados, que serão guardados junto a outras amostras de baleias raras.

Fonte: G1